Posição do Brasil favorece investimentos da HP em impressão
15 de dezembro de 2011 10:30 0 comentários

O Brasil é um dos destaques mundiais da área de impressão da HP. A participação de mercado da marca no parque nacional de hardware chega a 65%. Só para comparar, na Índia, segundo país no ranking dos Brics, o índice é 55%. Fica aqui também a segunda maior base de inkjet mundial da fabricante – o País só perde para os Estados Unidos e é 1,8 vezes maior que a Alemanha e 2,5 vezes superior que a China. No último ano, o crescimento chegou a 11%, depois dos 33% cravados no anterior. Foram 15 milhões de cartuchos, 2,4 milhões de impressoras jato de tinta, 500 mil equipamentos a laser e 1,5 milhão de unidades de toner.

O balanço foi apresentado n Reunião Geral do Canal HP 2012 pelo vice-presidente responsável pela unidade de imagem e impressão, Fernando Lewis. Segundo ele, neste cenário, com 70% dos negócios via parceiros, as oportunidades continuam concentradas em quatro grades tendências em torno das quais a empresa investe em produtos, soluções e serviços. A primeira é voltada a suportar a explosão de conteúdo, com cada indivíduo hoje protagonizando a produção. Depois, o foco na mobilidade, sustentada por soluções E-print com equipamentos como aqueles com endereço próprio de e-mail ou com localização por GPS. A avaliação dos mundos analógico e digital e o uso de mais serviços por empresas e pessoas físicas, abrindo oportunidades como os negócios de outsourcing, são outras áreas de atenção.

“Com atenção a essas tendências, continuamos plantando uma base instalada que depois dará maior mercado para suprimentos”, sinalizou Lewis. “O market share de 53% está abaixo da média mundial e indica potencial de crescimento”. O executivo destacou ainda as possibilidades apontadas por sacadas como o aproveitamento do espaço entre as grandes contas e a distribuição de volume para o atendimento de empresas com faturamento em torno de 3 milhões de reais com a criação da HP Assisted, com 19 novos canais apoiados por parceria com a Canon para cobrir a lacuna no portfólio de um produto de altíssimo volume, e o potencial da oferta Virtual Printing Center.

“Podemos chegar em uma empresa e pegar tudo o que ela imprime, incluindo de cartões de visita a banners ou brindes de final de ano”, apontou. Outra iniciativa é a aproximação com as revendas já cadastradas em um banco de dados, o que vai permitir a intensificação de ações para estímulo de demanda, como verbas de marketing cooperado – a exemplo da área de computação pessoal da empresa, a meta é a ampliação da cobertura e da regionalização.

Lewis explicou ainda que o Brasil concentra a maior infraestrutura da HP no mundo – o que incluiu desde fábricas até 400 pessoas trabalhando em pesquisa e desenvolvimento e acordos com 14 universidades, passando por dois centros de distribuição e serviços prestados por funcionários próprios da empresa. “Não há outro país com ecossistema igual”, destacou. A posição do mercado brasileiro favorece a atenção da empresa mundial e se traduz em investimentos. Em propaganda e marketing, o resultado foi traduzido em esforços cobrindo desde a maior participação da marca na mídia de massa, em programas populares como Big Brother Brasil, CQC ou Planeta Terra, até feiras e road shows para estimular os negócios entre pequenas e médias empresas.

Entre os pontos de atenção discutidos com os canais, estão as melhorias na infraestrutura logística e os avanços na integração entre áreas. “Ficou claro que nosso desafio será melhorar a eficiência operacional em conjunto e tirar custos da cadeia, já que é cada vez mais difícil dar mais margem”, detalhou o vice-presidente. Outro desafio é manter o processo de sinergia iniciado nos últimos dois anos para maior integração entre as áreas, que, segundo ele, já começa a ser percebido pelos parceiros.

Fonte CRN

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